Empfehlungen basierend auf "Cadernos do cárcere"
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von Elif Shafak
Depois que o coração para de bater, o cérebro permanece ativo por 10 minutos e 38 segundos. Para Leila Tequila, uma prostituta de Istambul que acabou ser assassinada, cada um desses preciosos minutos traz à tona uma memória: o gosto do guisado de bode sacrificado pelo pai para celebrar o esperado nascimento de um filho, o cheiro de limão e açúcar da cera que as mulheres usavam para se depilar na sala de estar de sua casa, o gosto do café de cardamomo que ela toma com um estudante bonito no bordel em que trabalha. Essas memórias, que se esvaem nos breves minutos que lhe restam, trazem de volta as amizades que ela formou em sua vida agridoce, amigos que agora estão desesperadamente tentando encontrá-la. Profundo, brutal e emocionante, 10 minutos e 38 segundos neste mundo estranho traz em suas páginas um vórtice de dor e beleza. Elif Shafak apresenta uma história sobre trauma, violência sexual e as agruras da vida das mulheres turcas, que estão sujeitas a um sistema social cruel, regido pelo regras e amarras do patriarcado.
von Cecelia Ahern
Alice sabe tudo sobre as pessoas: o bom, o ruim e até aquilo que muitas vezes nem sabem que sentem. Os sentimentos têm cores para ela, como marcas muito definidas das intenções dos outros. No entanto, ela não apenas vê as emoções existindo, também as sente. Mesmo sem querer. E por isso vive em constante fuga — é impossível se sentir de mil maneiras diferentes ao mesmo tempo. Mas, para encontrar seu caminho, Alice vai precisar fazer as pazes com aquilo que mais a assusta.
von Luciene Nascimento
Prefácio de Lázaro Ramos. Luciene Nascimento é poeta e escritora, e seus vídeos de pedagopoesia somam mais de 3 milhões de visualizações na internet. Foi citada pela imprensa como inspiração para novas gerações na literatura. “Luciene Nascimento é uma explosão em forma de poesia. Foi o que percebi quando tive contato com o seu jeito de compreender a identidade. Ali estavam as questões relacionadas à autoestima, à necessidade de se posicionar ou não, à saúde mental... No entanto, tudo isso vinha impregnado de algo inédito, absolutamente novo: a voz dela. Que bom que vocês terão contato com as palavras de Luciene. Ela ajuda a criar caminhos.” – Lázaro Ramos Nunca mais me esquecerei do dia em que ouvi da boca e da alma de Luciene Nascimento o poema “Tudo nela é de se amar”, que dá título a este livro de estreia. Dita em voz límpida e serena, a poesia produziu em mim a sensação de estar em contato não apenas com a voz dessa moça, mas com as vozes de muitas outras mulheres ancestrais. Era como se Luciene pudesse amalgamar tantas outras vozes silenciadas pela história e fizesse de sua poesia uma porta para um mundo historicamente desprezado, violentado. A voz de Luciene não pede revanche, mas atenção. A voz de Luciene não quer intimidar, mas se impõe pela inteligência, maturidade e potência com que traduz, a partir da sua, a jornada das mulheres negras do Brasil. Luciene Nascimento é nome a ser guardado em lugar especial. Nasce uma voz brilhante na poesia brasileira. — Pascoal Soto
von Holly Jackson
Uma investigação obsessiva, cheia de reviravoltas e com um final de tirar o fôlegoTodos em Little Kilton conhecem essa história. Andie Bell, a garota mais bonita e popular da escola, foi assassinada pelo namorado, Sal Singh, que se suicidou após o crime. Na época, não se falava em outra coisa. Cinco anos depois, Pip ainda vê as marcas que a tragédia deixou na cidade, desde as matérias tendenciosas da imprensa local até o ostracismo da família das vítimas.Mas a garota tem a impressão de que há peças faltando nesse quebra-cabeça. Ela conhecia Sal desde a infância, e ele sempre foi gentil. Por que teria se tornado um assassino? E será que Andie era mesmo tão angelical quanto a imagem construída após a sua morte?Prestes a se formar no Ensino Médio, Pip decide analisar o crime em seu projeto de conclusão de curso e questionar alguns pontos da versão oficial. Porém, quando a pesquisa revela segredos aterrorizantes, ela percebe que se aproximar da verdade pode custar sua vida.Nessa investigação obsessiva e repleta de reviravoltas, Pip começa a se questionar se ainda é uma boa garota, no fim das contas. Porque, com a ajuda de Ravi, irmão mais novo de Sal, ela está disposta a tudo para fazer seu dever de casa, proteger quem ama e reescrever a história de sua cidade.
von Liv Stromquist
Neste verdadeiro tratado sobre a aparência e as ilusões do eu, Liv Strömquist reflete sobre como a tirania da imagem vem minando a relação que travamos com nossos corpos e desejos. Um livro agudo e irreverente, que nos fará olhar de outro modo para o espelho. Por que as fotos que vemos rolar pelo feed das redes sociais podem nos levar a sentimentos de ansiedade, raiva, tristeza e frustração? Quando foi que criamos uma relação voyeurística crônica com nós mesmos? Como, afinal, enxergar a si próprio num mundo dominado pela hiperexposição? Depois dos sucessos de A origem do mundo e A rosa mais vermelha desabrocha, Liv Strömquist volta seu olhar para as imagens que brilham, sedutoras, nas telas dos nossos celulares. Do mito bíblico de Jacó à última sessão de fotos de Marilyn Monroe, da obsessão da imperatriz Sissi da Áustria com magreza e exercício físico ao roubo do busto de Nefertiti — o rosto mais belo que já existiu —, a artista sueca investiga o cânone que nos escraviza e tenta encontrar o que há de real atrás de filtros e selfies. Com a ajuda de reflexões de Susan Sontag, Naomi Wolf, Simone Weil, Eva Illouz e da madrasta da Branca de Neve, Na sala dos espelhos se pergunta como a inveja e o instinto competitivo alimentam o consumo compulsivo. Um livro raro, engraçado, com opinião e inteligência singulares.
von Fabiane Guimarães
Em seu segundo romance, Fabiane Guimarães explora os limites da maternidade, da escolha feminina e da expectativa social. Brasília, décadas de 1980 e 1990. Uma jovem sai do interior para trabalhar como empregada doméstica na casa de um casal rico na cidade grande. Lá, enquanto tenta entender a dinâmica diária dos dois, ela começa a ver algumas meninas passando diariamente para algum tipo de entrevista a portas fechadas. Depois de meses sem achar a escolhida, o casal finalmente faz a proposta a Damiana (apesar de acharem o tom da sua pele um pouco mais escuro do que gostariam): que ela seja barriga de aluguel para eles. Damiana aceita sem entender muito bem, passa por uma inseminação artificial caseira e um quase cárcere privado de nove meses. Depois que o bebê nasce, ela conhece Moreno, um "especialista" nesse tipo de negócios que explica quão inconsequente foi aquela decisão e sugere que os dois passem a trabalhar juntos. A história de Damiana — uma das barrigas de aluguel mais produtivas da década — e sua relação com a maternidade, o próprio corpo, as vidas que impacta e a rede clandestina de produção de bebês é contada a uma jornalista quando ela já está idosa, vivendo novamente no campo. Um romance envolvente sobre o que significa tomar decisões e como elas impactam a vida dos outros, Como se fosse um monstro é uma reflexão única sobre a maternidade, a culpa e o direito de escolher.
von Pedro Fernandes Nery
Neste livro que percorre realidades extremas de um país desigual, o economista Pedro Fernando Nery traça um panorama esclarecedor e solidamente embasado que ajuda a entender nossas desigualdades e seu reflexo no crescimento econômico. Do distrito paulistano de Pinheiros, o lugar com o mais alto índice de desenvolvimento, à amazonense Ipixuna, a cidade com pior colocação; passando por onde se vive menos e também por onde se vive mais; pela unidade mais rica da Federação e pelo estado mais pobre; pela cidade com mais aposentados e a que mais recebeu o auxílio emergencial durante a pandemia da covid-19. Cada ponto desse roteiro serve de pano de fundo e mote para se discutir pautas econômicas, sociais e políticas importantes — como as reformas tributária, administrativa e previdenciária —, bem como um conjunto de propostas para mudar o Brasil. No percurso, o autor apresenta novos e referendados ângulos sobre questões como crescimento e reestruturação das cidades, imigração, biodiversidade, investimento na infância e na educação, programas de transferência de renda e tributação do patrimônio. Criativo e didático, Extremos é uma leitura imprescindível para o debate e a ação.
von Vera Iaconelli
Neste ensaio memorialístico, Vera Iaconelli entrelaça os fios de sua história familiar e de seu processo de análise ao longo da vida, questionando o sentido mesmo do que é — e o que pode — a psicanálise. "Comecei minha primeira análise porque meu irmão havia morrido quatro anos antes, meu pai era alcoólatra, minha mãe era submissa a ele e havíamos sido despejados. Não. Comecei porque precisava conversar com algum adulto que fosse confiável, nem que precisasse pagar para isso. Não. (...) Comecei minha análise porque eram treze horas do dia 20 de novembro de 1982 e eu havia marcado uma entrevista com uma analista." Assim Vera Iaconelli dá início à Análise, livro no qual perpassa os acontecimentos e as emoções que a levaram ao divã, sua experiência como analisanda, a formação como psicanalista e a necessidade da escrita. Numa prosa de caráter literário e extremamente íntimo, Vera evoca a história de sua família, a morte de dois irmãos, sua relação com os pais, seus namorados ou maridos, suas filhas, seus analistas. Enquanto reflete sobre suas angústias e seus sintomas, vai costurando suas próprias interpretações, atrelando memória, história social e psicanálise. "Iaconelli não queria só compartilhar seus caminhos na vida ou na psicanálise. Ela é uma escritora: sua casa é não apenas um abrigo, e sim um recurso literário eficaz. (...) Não à toa tantos autores tomam emprestados dos romances os recursos para compor a versão escrita de suas experiências. Em Análise, no entanto, não vemos só o produto, mas também o processo de escavação e forja, mediado pela prática psicanalítica. E, de brinde, recebemos lições muito palpáveis das teorias de Freud, Lacan e cia." — Ligia Gonçalves Diniz "Misto de ensaio autobiográfico de viés psicanalítico e romance de formação, Análise é a tentativa corajosa e persistente de interpretação de uma vida, sem se deixar enganar com autocomplacências de nenhum tipo." — Fabricio Corsaletti
von Clarice Lispector
Clarice, me dá tua mão. Tudo parece de novo impossível nesse frêmito de eternidade que é o presente, mas confio na nossa aproximação: aconteceu daquela vez o impensável; adaptar A paixão segundo G.H. para o teatro. Não fui sozinha como você, embora quando estive ali, cara a cara com a barata, era eu mesma, sozinha como um caco de vidro, um cachorro e uma galinha estão sós e cara a cara. Com o quê? Consigo. Eu fui, ao encarnar durante mais de dois anos a G.H. num monólogo para o teatro – adaptado por Fauzi Arap e dirigido por Enrique Díaz –, uma pessoa sem a pessoa que eu era antes para fazer companhia para mim mesma. Fui perdendo as cascas, o invólucro, mergulhando em águas cada vez mais densas e profundas, perdendo o contorno humano, transladei para outra, outro lugar, desconhecido, terrível e maravilhoso, que não eu. Mas houve as mãos que me ajudaram na travessia. As suas mãos, Clarice. As suas mãos de escritora que tantas vezes anseiam as nossas para irmos contigo, nessa grande odisseia de uma mulher que viaja para dentro de si e se despersonaliza. Ela desvira o Eu. Ela se te revira. Não é brincadeira o que acontece aqui, é coisa que se lê e se toma e entra no próprio sangue, é saber xamânico, potente, destruidor e revivificador. Nada se cria sem desfazer essas camadas de noções fossilizadas sobre nós mesmos e o mundo. Tuas palavras agem sobre mim, ainda e sempre. Agora, neste ano de 2020, é seu aniversário de 100 anos. A paixão foi escrito em 1964. Imagino você aqui escrevendo sobre o agora, o momento presente atravessando as paredes de sua casa e de seu corpo e se metamorfoseando em palavras que você escreve e essas palavras agem, transformam a vida. Nós estamos olhando a vida que se nos olha, Clarice. A vida se nos é, e se me é, tão radicalmente agora, que voltei a andar com teu livro colado em mim. Livro que é registro desse tempo eterno onde fracassamos e vamos de novo, com o fracasso das nossas existências e palavras. Das milhares de apresentações possíveis que eu poderia fazer, eu escolho dizer sim; sim, leia este livro como experiência que se vive. Entrar pelo corpo, e ir com as palavras mais "pelo que elas fazem do que pelo que elas falam", ir com G.H., atravessando esses portais e ir se perdendo nas paredes, nos hieróglifos da casa, nas marcas deixadas pelo outro, e ir indo, parando e recuperando o fôlego até mergulhar completamente nesta obra extraordinária que nunca mais vai parar de acontecer. — Mariana Lima, Atriz e produtora Nova edição de A paixão segundo G. H. em capa dura e forração de tecido para coleção Clarice Essencial com posfácio de Luiz Fernando Carvalho.
von Laura Amorim
Um acaso, um sonho e uma salinha de estudos. “Se não fosse por você” traz um enredo instigante. Melissa (advogada e concurseira) e Leonardo (promotor e professor) são os personagens que irão fazer o leitor se apaixonar e não largar mais a história que traz o cenário de quem está envolvido com estudos (cheio de dúvidas, frustrações, medos e inseguranças) e concursos. Sim, concurso!Se tem uma coisa certa sobre Melissa, é que ela sabe bem o que quer. Mesmo dando tudo de si em um renomado escritório de advocacia, ela vem se preparando incansavelmente para realizar seu verdadeiro sonho: ser delegada de polícia.Em qualquer minuto livre do seu dia, Mel está se jogando de cabeça nos livros, treinando pesado para o teste físico ou se atualizando com as dicas do sr. Concurseiro – agora sr. Concursado –, o autor misterioso do seu blog preferido. Com sua prova chegando muito antes do esperado, Mel terá de encontrar outros meios de se preparar, especialmente se quiser um pouco de paz. Na tentativa de escapar da sua colega de apartamento para conseguir se concentrar, a jovem se matricula em uma sala de estudos. É lá que seu caminho cruza com o de Leonardo, um inteligente professor capaz de tirar o foco até do mais aplicado dos estudantes.O que começa com um desentendimento por causa de uma limonada roubada acaba se tornando uma parceria inusitada quando os dois precisam fingir que são um casal por uma noite ― ou talvez um pouco mais do que isso ― por causa de um ex-namorado muito inconveniente. Entre editais, inscrições, ansiedade e muito estudo, Mel terá de lidar também com seus sentimentos cada vez mais confusos. E, sobretudo, precisará enfrentar seus próprios medos e limitações para encontrar força dentro de si mesma e conquistar o que sempre sonhou.Mergulhe nessa obra. Torça, se emocione. “Se não fosse por você” é mais do que uma história romântica, nos ensina a nunca desistir dos nossos sonhos!